SAFRA MAIOR
A safra de grãos deverá atingir 144 milhões de toneladas neste ano, ficando próxima do recorde de 114,1 milhões de 2007/8. Em relação ao ano passado, crescerá 6,5%. A recuperação se deve às boas condições climáticas, que permitiram maior produtividade.
ÁREA MANTIDA
Os dados são da Conab, que registra estabilidade na área a ser utilizada pelos agricultores neste ano: 47,7 milhões de hectares. Já a produtividade cresce 6,6% no período.
OS LÍDERES
A produção brasileira está concentrada em soja, milho e arroz. Juntos, esses três produtos somam 131 milhões de toneladas ou 91% da safra nacional. O destaque é a soja, cuja produção sobe para 67,6 milhões de toneladas, 10,4 milhões a mais do que o volume anterior.
APITO INICIAL
Três entidades do agronegócio -Acrimat (pecuária), Ampa (algodão) e Aprosoja (soja)- financiaram projetos básicos de adequação e mobilidade urbana de Cuiabá, uma das sedes da Copa de 2014. As entidades investiram R$ 4 milhões.
EM BUSCA DE RENDA
O Brasil detém um terço das vendas mundiais de café, o consumo sobe e a produção cresce. Mas o produtor não é remunerado. Diante disso, Gilman Viana, secretário de Agricultura de Minas Gerais, propõe uma estratégia nacional de mercado para segurar a renda dos produtores de café.
ESTOQUES
Viana propôs, em Salvador, onde se realiza o Agrocafé -encontro do setor-, que o governo federal forme um estoque de 10 milhões de sacas de café, o que devolveria ao Brasil o poder de ter oferta equilibrada e remuneração ao produtor. Os gastos seriam de R$ 3 bilhões, "mas esse dinheiro não é subsídio, e sim uma operação".
RETOMADA
A exportação de carne "in natura" somou 208 mil toneladas no primeiro bimestre deste ano, 16% a mais do que em igual período anterior, quando a demanda teve forte retração devido à crise mundial.
MAIS RECEITAS
Não é apenas a demanda que se recupera, mas também os preços. Segundo a Abiec (associação do setor), o preço médio da tonelada subiu 24%, para US$ 3.581. Com isso, as receitas obtidas com as exportações aumentaram para US$ 506 milhões, com alta de 43%.
ANO BOM
Este ano deverá ser um período bom para o setor de carnes, que espera o retorno da União Europeia às compras, forte avanço do Irã, recuperação de Hong Kong e entrada da China no mercado.
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